Aquele
princípio antigo de que sabendo usar, não
vai faltar, pode ser considerado um dos balizadores
da formação do engenheiro ambiental.
É claro que a atividade desse profissional
vai bem além e a carreira veio suprir uma
lacuna em relação à necessidade
de preservação do meio ambiente
e a preocupação em tornar as empresas
compatíveis às normas nacionais
e internacionais de padrão e qualidade
industrial.
O coordenador do curso
da UFPR, Nelson Luis da Costa Dias define a Engenharia
Ambiental como sendo “ o conjunto de técnicas,
métodos e processos de análise dos
impactos antropogênicos sobre o meio-ambiente
físico e ecossistemas, bom como de seu
funcionamento natural, e o desenvolvimento de
tecnologias objetivando o desenvolvimento sustado”.
Segundo ele, a profissão se enquadra no
contexto mais amplo de Ciências Ambientais,
definida como aquela que trata das relações
que regem os processos de gênese, diversificação,
transformação, alteração
e conservação da biosfera. As técnicas
da Engenharia Ambiental baseiam- se nas Ciências
Exatas, Biológicas, Humanas e nas Geociências.
Sendo uma profissão
bastante abrangente, tem aplicações
em quase todos os setores da atividade humana,
dentre os quais a Indústria, Agricultura,
Defesa Civil e Recursos Hídricos. Os dois
primeiros anos do curso fazem parte de um ciclo
básico, com disciplinas como Física,
Matemática, Química, Biologia, Estatística,
Computação e algumas outras disciplinas
introdutórias de Engenharia.
Os dois últimos
anos são um ciclo profissional, com disciplinas
voltadas para aspectos fundamentais da profissão
– como Mecânica de Fluídos
Ambiental e Química Ambiental – como
dispersão de poluentes e elaboração
de relatórios de impacto ambiental. Os
requisitos para graduação incluem
estágio supervisionado obrigatório
e projeto final com defesa diante de uma banca.
Para o projeto final, o aluno deve escolher entre
quatro áreas: modelagem e monitoramente
ambiental, química ambiental, planejamento
e gestão ambientais ou ecologia quantitativa.
O curso acompanha as novas
diretrizes curriculares de Engenharia do MEC:
ênfase nos aspectos científicos da
Engenharia, atividades extra-classe (projetos
e trabalho de conclusão de curso) e estímulo
à formação de um engenheiro
com capacidade crítica e independência
na formulação soluções
para problemas ambientais.
O aluno deve ter vocação
para a solução de problemas de forma
quantitativa: gosto por Matemática, Física
e Química. Deve ter interesse por pesquisas
tecnológicas, atividades ao ar livre e
respeito ao meio ambiente, pois o profissional
será responsável pela análise
dos impactos do desenvolvimento econômico.
Também é importante dominar inglês
e informática. Além disso, deve
se manter atualizado e com um bom nível
de conhecimentos gerais.
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O profissional
pode atuar junto a órgãos públicos,
indústrias e empresas de engenharia envolvidos
com as questões ambientais, atuando na
definição e acompanhamento das políticas
ambientais, na adequação e acompanhamento
das políticas ambientais, na adequação
ambiental dos empreendimentos de engenharia e
no desenvolvimento de tecnologias de proteção
ao meio ambiente.
No âmbito estadual, o mercado de trabalho
tende a ampliar-se para a profissão. Uma
lei de 2002 define limites máximos de emissões
de poluentes para cada tipo de energético
ou combustível. As empresas têm prazo
de cinco anos para se adequarem. A qualidade de
vida no futuro vai depender do trabalho que será
feito na área ambiental.
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