O curso
de Geografia da UFPR – um dos mais antigos
do País, criado em 1938 – tem o objetivo
de formar profissionais que atuem na melhoria
do padrão de vida da população,
com capacidade de desenvolver e aplicar técnicas
de conservação e preservação
do meio ambiente, além de planejar a ocupação
racional do espaço. Ou seja, numa época
em que todas as atenções estão
voltadas a assuntos ambientais, o trabalho do
geógrafo torna-se fundamental e bastante
respeitado.
Em quatro anos de estudo,
os futuros profissionais da Geografia podem optar
por licenciatura, se quiserem atuar no ensino
fundamental e médio ou fazer o bacharelado,
que capacita geógrafos para trabalhar como
autônomos e em empresas públicas
e privadas, como Prefeituras, Secretarias de Estado
e empresas. Para obter diploma nas duas modalidades,
a duração mínima do curso
passa de quatro para cinco anos.
Em qualquer uma das opções,
os alunos irão estudar, obrigatoriamente,
disciplinas básicas como Cartografia, Climatologia,
Geomorfologia, Geografia da População,
Geografia Urbana, Sensoriamento Remoto e Geografia
Agrária. Além das aulas teóricas,
os estudantes podem colocar em prática
seus conhecimentos durante atividades realizadas
em laboratório e no campo. De acordo com
a coordenadora, Ana Maria Muratori, espera- se
do estudante que pretende cursar Geografia grande
empatia com trabalhos que envolvam sociedade e
natureza.
O currículo do
curso procura promover a recuperação
de uma visão descritiva com relação
a assuntos geográficos e comprometida com
a memorização de detalhes. O curso
também enfatiza a visão social da
Geografia, já que se trata de estudos de
espaços ocupados pela sociedade, que se
apropria da natureza de acordo com seu estágio
de desenvolvimento econômico e particularidades
do meio físico em que vive. Com um conteúdo
abrangente, o curso forma profissionais aptos
a desenvolverem pesquisas de caráter físico-geográfico,
antropogeográfico, biogeográfico
e geoeconômico.
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“As
possibilidades de trabalho são amplas,
mas a principal atividade continua sendo o magistério”,
explica a coordenadora. A área do magistério,
que até recentemente estava restrita, foi
ampliada em função do desdobramento
da disciplina de Estudos Sociais, passando a ser
duas matérias: História e Geografia,
ministradas nos ensinos fundamental e médio.
Para a coordenadora,
o avanço de tecnologias está trazendo
mais rapidez e precisão nos resultados
do trabalho dos geógrafos. Os novos métodos
de automação de dados e de interpretação
de sensores remotos permite uma melhor qualidade
no desenvolvimento de projetos de planejamento
e gestão de território.
Entre as tarefas que o
geógrafo poderá exercer estão
também a delimitação e caracterização
de regiões; equacionamento e solução
de problemas relativos aos recursos naturais do
país; interpretação das condições
hidrológica das bacias fluviais; zoneamento
geo-humano; caracterização ecológica
e etnológica da paisagem geográfica;
política de povoamento, migração
interna, imigração e colonização
de regiões novas ou revalorização
de regiões do velho povoamento.
A recente legislação
sobre o meio ambiente abre oportunidade para que
o profissional desta área participe da
elaboração de relatórios
de impacto ambiental, exigidos para implantação
de quaisquer obras que possam causar riscos de
degradação do meio ambiente. Outros
setores que têm absorvido o geógrafo
são empresas de aerofotogrametria e de
assessoramento.
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