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Contando a História

Sem receio do pó, dos fungos e traças que habitam muitos acervos, e tendo como material de apoio pesquisas históricas em livros, museus, centros de documentação e arquivos, o historiador produz conhecimentos científicos e analisa a influência de um determinado fato no momento atual.

O curso de graduação em História da UFPR oferece uma visão panorâmica do processo histórico, em especial do mundo ocidental, desde a Antigüidade até a formação do mundo contemporâneo, com disciplinas de História Antiga, História Medieval, História Moderna e História Contemporânea.

Ao mesmo tempo, como um desdobramento importante desse processo histórico mais amplo, o curso oferece disciplinas obrigatórias sobre a realidade brasileira e americana em geral. São duas as habilitações: licenciatura e bacharelado. Atualmente é obrigatório cursar ambas, o que é feito em quatro anos.

No entanto, segundo o coordenador do curso de História da UFPR, Dennison de Oliveira, recentes mudanças impostas pela legislação federal, que aumentaram a carga horária de disciplinas práticas para formação de professores de 300 para 800 horas, obrigarão o estudante a optar por apenas uma delas. Para obter ambas as habilitações serão necessários cinco anos de estudo. Segundo o coordenador, a profissão de historiador não é regulamentada, inexistindo reserva de mercado para o profissional diplomado na área.

Os diplomados têm basicamente duas opções de exercício profissional, tanto em instituições públicas quanto privadas: professor ou pesquisador. “Apesar da exigência do título de licenciado para se exercer a profissão de professor, na prática o poder público tolera que qualquer um, formado em qualquer área, ministre aulas de qualquer disciplina, produzindo prejuízos previsíveis à formação de nossos estudantes”, diz o coordenador.

Para formação do professor é fundamental o estágio supervisionado de prática de ensino, em nível fundamental e médio. Para a formação do pesquisador exige-se a elaboração de uma monografia de conclusão de curso, resultado de um trabalho original de pesquisa em fontes primárias (documentos históricos ou suas reproduções).

Recentemente, o curso tem realizado experiências relativas à formação profissional de guias para visitantes de museus históricos e redatores de material didático, instrucional e de divulgação do conhecimento histórico para todos os níveis de ensino, as quais serão úteis na reforma curricular prevista para este ano, apontando para outras habilitações possíveis para o formado em História.

Gostar de ler, pesquisar, ter capacidade de análise e síntese. Estes são os principais requisitos ao historiador. A complexidade e abrangência dos processos históricos faz com que este ramo do conhecimento seja fundamentalmente um exercício de erudição. Além das leituras obrigatórias do curso é importante que o estudante busque permanentemente outras leituras, que lhe proporcione sólido conhecimento sobre os temas de seu interesse. Também é preciso manter-se atualizado, dominar o inglês e aperfeiçoar-se em francês.

MERCADO DE TRABALHO

A maioria dos formados exerce a atividade de professor em nível fundamental ou médio. Eventualmente, lecionam também em nível superior, embora neste caso tem sido comum a exigência de algum título de pósgraduação (especialização, mestrado ou doutorado). Um número significativo de profissionais se emprega como pesquisadores em arquivos, bibliotecas, museus e instituições de pesquisa públicas e privadas.

Recentemente alguns diplomados também exercem a profissão como autônomos, seja realizando pesquisas como free lance, em especial com trabalhos de História institucional, seja como monitores e guias para visitas (de estudantes e turistas) a locais de interesse histórico. Um pequeno número de diplomados se dedica à redação de textos de interesse da História, elaboração de material didático e instrucional e também jornalístico.

 
 
 
 
PASSANDO A LIMPO

1.O formado em História não é uma enciclopédia ambulante, que retém em si todo saber histórico. Ser historiador não é ser aquele que tudo sabe sobre a História, mas aquele que – se for o caso – sabe onde procurar qualquer informação sobre o assunto.

2. O formado em História não é aquele que só conhece coisas antigas, superadas, mortas e enterradas. A História é o processo de transformação permanente e indeterminado da sociedade humana e, se o profissional da área pesquisa ou ensina a respeito de eventos distantes no tempo, é para responder a questões colocadas pelo nosso tempo, e não como um fim em si mesmo.
3. História não é só “decoreba” de nomes, fatos e datas. Saber localizar os eventos no tempo é apenas parte do saber histórico, que só se realiza integralmente quando o indivíduo os relaciona a transformações mais amplas, de caráter conjuntural e estrutural.
4. Tudo é História. Nenhum processo, fenômeno ou evento ocorre por geração espontânea. O correto entendimento deles requer uma reflexão sobre seus antecedentes, origem e desenvolvimento, o que irá sempre requerer um saber propriamente histórico.
5. Sem documentos não há História. O conhecimento histórico só avança propriamente quando voltado para o exame de fontes históricas. Por isso são tão importantes as políticas de preservação de arquivos e acervos documentais, tanto por parte das instituições públicas quanto privadas.

DEPOIMENTO DO PROFESSOR

“A maior parte dos alunos é jovem, muitos fazem outros cursos universitários, alguns já lecionam. A impressão que tenho é que eles se surpreendem ao ingressar no curso de História da UFPR, é tudo novidade. Oriento que eles devem vivenciar o curso de forma intensa, integral. Aproveitar o fato de contar com um bom departamento, com uma boa massa crítica, pessoas graduadas.”
Sérgio Odilon Nadalin, professor da disciplina de Teoria da História e História do Paraná.


DEPOIMENTO DO ALUNO

“O curso de História da UFPR é o mais completo em relação à teoria e à prática do ensino de História. Acrescenta uma experiência de vida, faz analisar melhor a realidade social. A universidade engrandeceu demais a minha vida, tanto em termos de aprendizado como de amizade.”
Jonas Pegoraro, 4º ano.


Duração 4 anos
Turno Tarde
Vagas 60
Local Centro
 
 

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Atualizado em 14/10/2003 diaadiaeducacao@seed.pr.gov.br
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