O objetivo
da graduação em Desenho Industrial
é formar designers em duas habilitações:
Design Industrial e Design Gráfico. O primeiro
realiza o projeto do produto; o segundo trabalha
com programação visual. A escolha
da habilitação é feita no
momento da inscrição para o vestibular.
Por isso a palavra “designer” tem
um sentido muito mais amplo do que “desenhista”.
O designer trata da concepção
de um produto (máquina, utensílio,
embalagem, publicação etc.) no que
se refere à sua funcionalidade e forma
física. Estamos cercados de objetos que
antes de chegarem às nossas casas foram
planejados, tiveram suas funções
analisadas por designers. De uma caneta esferográfica
a um talher, uma capa de livro, uma cadeira, tudo
passa pela criatividade e pesquisa de um designer.
A habilitação
de Design Industrial trabalha com desenho de objetos,
equipamentos, móveis e artigos de produção
em grande escala, na qual o profissional deve
unir o senso estético à funcionalidade
(onde, quando, de que forma e para quê o
produto será usado). Ele também
cuida de tecnologia, pesquisas e desenvolvimento
de materiais adequados para o produto.
O designer gráfico
deve ter um perfil um pouco diferente do designer
industrial. Para ele, conta muito a facilidade
de expressão e de comunicação
com o cliente, pois é ele quem vai “vender”
a idéia do seu trabalho. Assim, ao apresentar
uma capa de CD ao cliente, o profissional deve
explicar as razões que o levaram a apresentar
a identidade do intérprete ou compositor
daquela forma.
Para ambas as habilitações
é preciso uma boa dose de criatividade,
imaginação e muita pesquisa e informação.
Entre outros requisitos, o interessado deve dominar
o inglês, a informática e conhecer
outros idiomas para absorver informações
de publicações da área. Também
é preciso ser sensível a informações
visuais, presentes nas áreas da fotografia,
cinema e artes plásticas.
“Na UFPR, durante
a formação, o aluno é estimulado
a exercitar a sua criatividade, liberar a sua
imaginação, pois esta é a
principal ferramenta do designer”, expõe
o coordenador do curso, José Humberto Boguszewski.
Paralelamente, o estudante adquire conhecimentos
tecnológicos, noções sociais,
econômicas e culturais (em disciplinas de
Fotografia, Desenho, História da Arte,
por exemplo). Para isso, as instalações
do curso contam com diversos laboratórios:
de Computação Gráfica, de
Fotografia, de Gravura, de Cor e Materiais, de
Ergonomia, de Cerâmica e de Madeira.
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“Design
é uma profissão nova, que exige
mudança de mentalidade”, diz o coordenador
do curso. O designer industrial é o profissional
capacitado para elaborar projetos de objetos que
serão produzidos pelas indústrias.
A gama destes produtos é muito ampla: vai
desde um clips até um automóvel,
passando por móveis, embalagens, jóias,
roupas etc.
Por isso a demanda do mercado por profissionais
com essa formação acompanha o crescimento
da economia nacional e mundial. Já o designer
gráfico é o profissional capacitado
para elaborar projetos principalmente gráficos,
identidade de empresas, embalagens, trabalhos
em televisão, capas de livros, cartazes,
criação de páginas para a
Internet, entre outros.
É uma área que absorve asnovidades
da informática, mas está em constante
renovação. O profissional encontra
espaço no mercado de trabalho especialmente
nas áreas gráfica e editorial, em
produtoras de vídeo e áudio, empresas
de informática, de multimídia. O
curso, segundo o coordenador, tem disciplinas
que apontam alternativas para o empreendedor montar
seu próprio negócio. |