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| Estudos Lingüísticos
e Tradução |
A UFPR
oferece diversas opções de línguas
estrangeiras e ênfases de estudo aos interessados
em literatura e idiomas. Ao todo, são 54
combinações curriculares: o aluno
pode optar por bacharelado ou licenciatura, habilidade
simples ou dupla (um ou mais idiomas) e ênfase
em estudos lingüísticos, literários
ou de tradução.
Para o vestibular, os
inscritos precisam optar entre Inglês, Português,
Português- Inglês, Espanhol, Alemão,
Francês e Italiano. “Apesar dessa
entrada diversificada, entendemos o curso de Letras
como um só – há uma unidade
na formação dos alunos. Essa divisão
é meramente administrativa, pois não
poderíamos ter 50 pessoas querendo fazer,
por exemplo, inglês ou espanhol, que são
as línguas mais procuradas”, explica
a coordenadora do curso, Maria José Gnatta
Dalcuche Foltran.
Outro exemplo da flexibilidade
do curso está na duração.
Normalmente ele pode ser completado entre quatro
anos e quatro anos e meio. Mas os alunos que já
possuem bom conhecimento no idioma estrangeiro
que escolher poderão “encolher”
a carga horária com exames de dispensa.
“É possível completar a formação
até em três anos”.
Entre as principais disciplinas
do curso – tanto no caso de licenciatura
quanto de bacharelado – estão conteúdos
básicos de lingüística, de
teoria literária e de produção
e teoria de texto. Ainda há disciplinas
específicas de cada habilitação
e outras optativas. “Para que todo esse
conteúdo seja assimilado com sucesso, é
necessário que os interessados em cursar
Letras já tenham o hábito da leitura
de textos teóricos e literários
e interesse por questões lingüísticas
que já se sabe”, esclarece a coordenadora.
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| MERCADO DE TRABALHO |
Independentemente
das habilidades ou ênfases, quem optar por
licenciatura irá alcançar qualificação
para atuar no ensino básico – uma
profissão que encontra um mercado bastante
estável e aberto a novos profissionais.
O objetivo da UFPR é
formar professores capazes de construir sua própria
formação. Ainda não existe
uma profissão legalmente reconhecida para
os formados em bacharelado, mas é comum
que esses universitários ingressem no mercado
para trabalhar com tradução, revisão
e organização de textos.
De acordo com a coordenadora,
muitos dos alunos que se formam bacharéis
buscam conhecimentos mais sólidos em língua
estrangeira ou uma complementação
para a sua formação. Diferentemente
de cursos livres de línguas estrangeiras,
o curso de Letras não se limita ao ensino
da língua, mas da lingüística
e literatura nacional e estrangeira.
“Os alunos aprendem
o idioma e também a refletir sobre ele”,
completa. Para ela, tanto o curso como a profissão
não dependem nem sofrem muitas influências
de novas tecnologias. “Acho que o único
impacto da tecnologia é criar interfaces
novas, como a lingüística computacional.
Essa é uma linha de pesquisa só
mencionada na graduação, mas abre
um campo grande na pós. Com a necessidade
de processamento de línguas naturais, criou-se
um novo campo para os lingüistas”,
comenta.
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