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Madeira no Processo Industrial

”Madeira, material superlativo, obra da engenharia da natureza, portanto, de fundamental importância para o conforto do ser humano. Nada mais significativo do que aliar o desenvolvimento da sociedade com o setor industrial madeireiro, que busca o equilíbrio com o meio ambiente ao aplicar a tecnologia na eficiente utilização da floresta e assim disponibilizar a maior quantidade de área destinada à própria conservação da natureza.

Para isso é essencial a presença do Engenheiro Industrial Madeireiro”, diz o coordenador do curso da UFPR, Humberto Klock. Com o propósito de transformar a madeira em produtos úteis para a sociedade, o curso de Engenharia Industrial Madeireira foi criado em 1998, recebeu a primeira turma em 1999 e não se confunde com Engenharia Florestal, pois vai trabalhar com a madeira no chão da fábrica. “O crescimento populacional e o próprio processo de globalização têm aumentado muito a demanda por produtos derivados da madeira e, conseqüentemente, a pressão sobre os recursos.

É necessário aplicar o conhecimento de forma organizada, para que os benefícios sejam maiores tanto do ponto de vista econômico como social”, explica o coordenador. O profissional de Engenharia Madeireira tem como tarefas conduzir e gerenciar indústrias madeireiras e desenvolver novas tecnologias e produtos nos seus mais importantes segmentos.

O currículo é estruturado em padrões modernos e voltado para a realidade do mercado da indústria madeireira nacional. Ainda em fase de reconhecimento pelo MEC, formará a primeira turma em 2004. “O objetivo da criação do curso foi suprir uma demanda de mercado, que requer profissionais qualificados e especializados em tecnologia e utilização de produtos de origem florestal”, diz o coordenador. Os alunos formados pela UFPR estarão aptos a otimizar a produção e reduzir custos.

MERCADO DE TRABALHO

A profissão é nova no Brasil e chega num momento de grandes investimentos no setor. O mercado de trabalho é bastante promissor, principalmente no sul do País. Além disso, há um mercado crescente voltado à exportação – a FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação prevê o crescimento do consumo de madeira roliça para fins industriais de 1,6 bilhões para 2,6 bilhões de metros cúbicos até 2010.

A instituição também prevê o aumento do consumo de madeira serrada de 456 milhões para 745 milhões de metros cúbicos, e a produção de painéis de madeira de 121 milhões para 313 milhões de metros cúbicos até 2010. Além de cuidar da maior floresta tropical do mundo – a Floresta Amazônica – e ampliar o recurso reflorestado, a saída, segundo o coordenador, está na aplicação e na inovação tecnológica. O setor madeireiro tem sido criativo, com a oferta de produtos manufaturados mais recentes como “MDF” (chapas de partículas de média densidade), “OSB” (chapa de partículas orientadas) e “LVL” (chapa de lâminas paralelas). Portanto, a Engenharia Industrial Madeireira é considerada uma carreira promissora.

 
 
 
 
PASSANDO A LIMPO

1. O profissional da área não terá dificuldades para conseguir emprego. Esse é um mito que envolve o curso devido à falta de informações.

2. Nos últimos cinco anos, toda a atividade que envolve o setor madeireiro tem registrado crescimento e, em conseqüência, o mercado de trabalho é promissor.
3. Após a formatura, o profissional não vai trabalhar em serraria.
4. A disciplina Introdução à Tecnologia da Madeira esclarece a atividade do profissional e abre um mundo de possibilidades de atuação.

DEPOIMENTO DO PROFESSOR

“O setor madeireiro é responsável por cerca de 5% do PIB- Produto Interno Bruto - PIB nacional. O curso de Engenharia Industrial Madeireira da UFPR vem para resolver problemas crônicos da indústria madeireira. Passo para os alunos a idéia de que há um imenso campo de trabalho na região sul do país, onde estão em torno de 5 mil indústrias de madeira serrada e cerca de 250 de madeira compensada.”
Sidon Keinert Júnior, professor das disciplinas de Organização de Empresas Industriais Madeireiras e Logística da Indústria Madeireira.


DEPOIMENTO DO ALUNO

“Trabalho como voluntário no laboratório desde as primeiras semanas do curso de Engenharia Industrial Madeireira, que está correspondendo mais do que eu esperava. Participar das atividades de pesquisa alavancou conhecimentos e o local onde estudamos favorece muito a troca de idéias, pois todos pensam a mesma coisa.”
Clodoaldo Rodrigues Pegos, 1º ano.


Duração 5 anos
Turno Integral
Manhã e Tarde
Vagas 60
Local Jardim Botânico
 
 

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Atualizado em 14/10/2003 diaadiaeducacao@seed.pr.gov.br
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