Dedicação,
muita disciplina e disposição para
um estudo contínuo durante toda a vida
profissional são indispensáveis
para os universitários que pretendem seguir
a carreira médica. São exigidos
no mínimo seis anos e muitas horas diárias
de estudo para que os médicos recém-formados
assumam seus primeiros pacientes.
Durante esse período,
os universitários passam pelas três
fases que constituem o curso de Medicina da UFPR
– criado em 1912, juntamente com a universidade.
Nos primeiros anos são estudadas disciplinas
básicas. Em seguida os acadêmicos
aprendem o conteúdo das matérias
profissionalizantes e, nos últimos anos
cumprem a etapa final: os estágios obrigatórios.
“Nessas três
fases são ministradas disciplinas relacionadas
a diversas especialidades com destaque para as
linhas de trabalho de alta complexidade, já
que o Hospital de Clínicas, principal espaço
onde desenvolvemos nosso trabalho, é terciário”,
explica o coordenador do curso, Miguel Hanna.
Atividades de alta complexidade
incluem procedimentos de diagnóstico ou
tratamento que requerem equipamentos e especialização
específica (como transplantes de órgãos),
que não são encontrados em todos
os hospitais. Segundo o coordenador, o curso da
UFPR procura dar aos seus alunos uma formação
humanista, reflexiva, crítica e centrada
no indivíduo, com disciplinas da linha
tecnicista e flexinoriana – trazidas de
um modelo de ensino americano que valoriza o estudo
em hospitais e dá ênfase à
técnica. “Formamos profissionais
com visão geral dos problemas de saúde
mais prevalescentes na sociedade e que sejam agentes
de transformação social”,
destaca.
A formação
do curso de Medicina não dá prioridade
apenas à técnica, mas também
à cidadania. O coordenador ressalta que
o aluno que escolhe o curso precisa aprimorar
a sua formação de cidadão
para auxiliar os pacientes. “O médico
é acima de tudo um agente de transformação
social e essa premissa é amplamente discutida
durante o curso de Medicina”, revela o coordenador.
Ressalta também que o diferencial do curso
da UFPR é justamente a preocupação
social. “As pessoas que atuam no curso,
tanto docentes quanto alunos, são pessoas
abertas ao debate, com uma formação
ampla e dedicadas ao aprendizado”, diz.
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O mercado
de trabalho atualmente
está valorizando os clínicos
gerais e com formação em
métodos de imagem – como radiologia,
ecografia, tomografia,
ressonância magnética e
arteriografia. Segundo o coordenador,
as novas tecnologias são
essenciais no auxílio às atividades
médicas. “Elas facilitam e
tornam mais preciso o diagnóstico
e, como conseqüência, podem
ser responsáveis por um tratamento
mais efetivo”, diz.
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