Saiba mais
Objetivo do Repasse dos Recursos
A Secretaria de Estado da Educação - SEED, por
meio do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná
- FUNDEPAR, estará repassando recursos, via Programa
Fundo Rotativo, para a contratação de serviços
de engenharia para fornecimento e instalação de
infra-estrutura de alarme, lógica e elétrica para
rede local de informática, incluindo o fornecimento de
componentes, materiais, serviços de ativação
e certificação de cabeamento estruturado.
topo
Quais seriam essas ações?
A primeira ação foi determinar as ferramentas pedagógicas: como o computador vai ser inserido na comunidade educacional e de que forma o professor vai ter um melhor aproveitamento, com o preparo de sua aula, como o aluno vai agregar mais conhecimento usando a ferramenta computador. No momento que a gente fez o desenho inicial desta ferramenta pedagógica , no caso o Portal, tivemos a preocupação que ela rodasse em qualquer ambiente e sistema operacional, ou seja, que fosse multiplataforma. Desta forma, o projeto de informatização não ficaria fechado a um sistema operacional, navegador ou qualquer tipo de aplicativo. Isso possibilitou implementar todo o ferramental, tanto no desenvolvimento do Portal quanto nos computadores que as escolas vão receber agora com a utilização do software livre, tanto no sistema operacional - que será o linux, quanto os aplicativos usados, como software de editor de textos, planilha de apresentação navegadores.
topo
O uso de softwares livres diminuíram os custos...
Sim, essa iniciativa trouxe uma redução
nos custos de licença no projeto na ordem de R$78 milhões
de reais. Ou seja, economia com licenças que teríamos
que comprar se optássemos por softwares proprietários.
topo
Quais eram os outros desafios do Paraná Digital?
O segundo desafio era fazer a ponte, ou seja a conectividade com as escolas pra solucionar este problema. Fizemos um convênio que foi firmado em fevereiro de 2005 com a Copel Telecom, que acertou que a Copel ficaria responsável em estender o anel de fibras ópticas que ela possui e levar para as 2060 escolas da rede estadual de ensino e também aos 32 Núcleos Regionais de Educação, além das unidades de apoio da SEED, o que totalizaria 2100 pontos de acesso a internet.
topo
Como está esse trabalho com a Copel de distribuição de fibras ópticas?
Nós iniciamos nosso diálogo com a Copel em 2003. Nessa época, ela estava presente em 57 municípios. Hoje, já está presente em 145 municípios a programação é que até junho do próximo ano já tenha ligado as fibras ópticas em mais de mil escolas. A nossa intenção é que até o final da gestão todas as escolas já tenham garantido este acesso.
topo
Como serão os novos laboratórios de informática das escolas estaduais?
Serão usadas para compor o laboratório equipamentos em uma tecnologia que é utilizada há mais de cinco anos pela Universidade Federal do Paraná que é a tecnologia de Cliente-Servidor. Funci9ona da seguinte forma: você tem um computador do qual se exige mais, uma máquina mais completa chamada de servidor e outras máquinas que passam a ser escravas desse servidor. Então, as máquinas que estiverem conectadas a este servidor funcionam na velocidade dele, podem utilizar a mesma capacidade de memória e o disco desse servidor.
topo
O Estado pretende reaproveitar então as máquinas que já estão nas escolas?
Estão sendo comprados novos computadores. O Estado tem um parque hoje de 16 mil maquinas dessas 7 mil estão nas escolas para uso pedagógico, mas 99% são obsoletas. A principio usaríamos essas maquinas ligando nesse servidor comprando uma placa de vídeo e de rede para que esteja interligada a este servidor. Como vamos estar interligados por fibra, a manutenção será feita de forma remota. Isso não acontecer porque a manutenção será feita de forma remota. Nós calculamos o custo para desenvolver o software e aplicativos para administrar esta rede e chegamos a ordem de R$3 milhões de reais. Nós fizemos então convênio com a Universidade Federal do Paraná e todo o ferramental está sendo desenvolvido pela Universidade por R$770mil reais. Além de ser mais baixo, destes, 300 mil foram investidos em laboratórios de pesquisa e o restante foi revertido em bolsas auxilio para estudantes. O Estado equipou a universidade e possibilitou bolsas a estudantes, o que em termos sociais resultou em um ganho muito grande.
Durante a pesquisa foi desenvolvida uma nova tecnologia chamada de multi-terminal, que é bem simples: são quatro monitores, teclados e mouses ligados num único computador, ou seja, ligados a uma única CPU e funcionando como se fossem quatro computadores independentes. Esta CPU central vai estar ligada ao servidor e cada terminal vai trabalhar na velocidade do servidor. Na realidade é uma mistura do projeto inicial e desta forma reduzimos o custo de instalação dos equipamentos parte elétrica e lógica. Ao invés de ter 44 mil pontos de rede, vamos ter 11mil pontos. Outra vantagem é que a manutenção física não é de 44 mil máquinas, mas de 11 mil. Em termos custos, a avaliação mostrou que vale mais a pena ao Estado usar o multi-terminal do que adaptar as máquinas antigas. Para adaptá-las ao novo sistema, teríamos que fazer uma manutenção preventiva, instalar placa de rede e de vídeo. O grande problema disso, que o estado não consegue fazer contrato de manutenção, enquanto os equipamentos novos usados no multi-terminal como mouses, teclados e monitores tem garantia de três anos. Então se somar custo de adaptação mais o custo de manutenção e comparar com a compra de equipamentos novos, fica mais caro.
topo
O que vai ser feito das máquinas antigas?
Nós estamos fazendo um estudo de como serão utilizadas estas máquinas, se seriam adaptadas para serem utilizados como um terminal pela escola, ser criado um telecentro para uso comunitário ou deixar a critério de cada instituição de ensino o melhor uso das máquinas antigas. Isso ainda não foi discutido.
topo
Qual foi o papel do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) neste processo?
É um braço da ONU com função de apoiar o desenvolvimento dos paises do Terceiro Mundo. Eles acompanharam o desenvolvimento do projeto, o desenvolvimento dos objetos técnicos que foram feitos pela SEED e Celepar. Nós fazíamos, mandávamos para o PNUD, eles adaptavam usando sempre alguns critérios como segurança, durabilidade, custo-benefício e executando edital de compra . Como o PNUD é um organização da ONU, esta instituição tem algumas isenções fiscais que reduzem bastante os custo da aquisição. Para esta primeira fase, prevíamos um investimento de R$48 milhões. Com a parceria com o PNUD, executamos com R$28milhões, o que possibilitou que comprássemos s mais equipamentos para as escolas.
topo
Quanto aos usuários e escolas, quais serão as vantagens dessas tecnologias desenvolvidas?
Fizemos ambiente gráfico personalizado, Cada aluno ou professor vai ter um login de usuário e senha. Cada vez que logar na escola usa uma área exclusiva dele dentro do disco do servidor, como se fosse um micro pessoal , o que ele grava nenhum outro usuário tem acesso. Hoje, o que ele grava, arrisca alguém na aula do horário seguinte apagar o que foi feito. Estamos dando a possibilidade para que cada aluno ou professor tenha um computador pessoal dentro da escola e possa armazenar suas informações com segurança.
Junto a isso, vai ser criado um arquivo de relatório com o número de acesso de cada escola, para ser feito um acompanhamento do número e freqüência de acessos. Com esta tecnologia, poderemos passar a informação aos núcleos e verificar se as escolas têm problemas para utilização do laboratório, problemas internos que não estão permitindo o acesso. O PNUD vai participar também deste processo de acompanhamento, que será realizado com alguns critérios porque o projeto Paraná Digital é um processo contínuo e que não vão acabar com a gestão de governo. Esse processo vai direcionar o uso pedagógico do laboratório. O objetivo deste projeto não é ensinar informática, mas dar acesso a informação para que o professor transforme esta informação em conhecimento e aplique em sala de aula aos alunos.
topo
Como fica o armazenamento de informações neste multi-terminal?
Cada aluno terá 20 mega pra colocar dentro do disco. Os professores e funcionários terão 100 megas e cada laboratório vai ter um gravador de CD ou DVD para gravar seus dados. Terá também uma impressora a laser para cada 20 computadores. Não compramos a impressora mais barata, mas a solução de impressão mais barata, o que para efeito de calculo comparativo no processo de edital que foi realizado pelo PNUD. Nós somamos os custos que o Estado teria para imprimir 200 mil páginas, com tonner, cilindro difusor e o Estado comprou a solução mais barata.
topo